Raios cósmicos revelam segredos das Pirâmides

Novamente em foco nas colunas de fofocas da física, os múons chegam ao campo da história e da arqueologia. Através destas partículas cósmicas, o projeto ‘ScanPyramide’, lançado em outubro de 2015, almeja mapear algumas das maiores pirâmides egípcias. Enquanto realiza o estudo da grande pirâmide de Quéops, o projeto está explorando a monumental construção de Quéfren e duas pirâmides no sítio arqueológico de Dahshur.

Em particular, na pirâmide de Quéops, anomalias estruturais foram detectadas pelo projeto, um na região superior do portal de entrada e outra, no lado leste da pirâmide, que evidenciaram cavidades secretas abaixo da superfície. Em especial, este último achado pode evidenciar possíveis pistas da construção das pirâmides.

O objetivo do projeto é explorar o coração das maiores pirâmides egípcias, sem causar qualquer dano à construção, como perfurações, por exemplo. O mecanismo de atividade dá-se através de partículas cósmicas, conhecidas por múons, além de técnicas como a termografia de infravermelho, e a fotogrametria. Com isso, os pesquisadores são capazes de criar construções detalhadas em 3D das áreas exploradas.

 

Os múons conseguem penetrar os materiais de modo mais eficiente que o Raio-X, justificando sua aplicação em materiais muito finos, uma vez que são capazes de “olhar” com mais qualidade através deste material. Apesar de o projeto não ser uma novidade, a inovação consiste da aplicação de uma combinação de técnicas que podem fornecer melhores detalhes.
As construções submetidas à análise datam do período da Quarta Dinastia do antigo Egito. A pirâmide Vermelha e a pirâmide Curvada, localizadas no sítio arqueológico de Dahshur, foram construídas no reinado de Sneferu, por volta de 2570 a.C. As pirâmides de Quéops e Quéfren estão localizadas no planalto de Gizé e foram construídas pelo filho e pelo neto de Sneferu, respectivamente.

Por quatro milênios, as pirâmides permaneceram um verdadeiro mistério para cientistas, engenheiros e arqueólogos. Quéops, a última das 7 maravilhas do mundo antigo, provoca particular espanto e estupefação; com um total de 10 metros de altura, uma base de 5 hectares e uma massa de mais de 5 milhões de toneladas, Quéops é o maior monumento de pedra já erigido pelos humanos. Até hoje, ninguém foi capaz de responder à questão: “como os egípcios antigos foram capazes de construir algo deste porte, em apenas 25 anos”. A estrutura de Quéops é um mistério à parte

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