Pedreiros encontram vila dos tempo de Jesus

Funcionários da obra de uma estrada ,perto de Jerusalém, desenterraram uma antiga vila cristã que teria servido de refúgio para peregrinos em direção à Jerusalém. Datada de 2000 mil anos atrás, a cidade também escondia, em seus muros, uma rara coleção de moedas dos tempos bizantinos. De acordo com os estudiosos, as moedas permaneceram 1400 anos na cidade, cujo nome seria Einbikumakube. O anúncio foi feito por arqueólogos junto à Autoridade israelense de antiguidades.

Debate histórico

Desde a criação de Israel moderno, em 1948, dezenas de milhares de artefatos descobertos no país foram guardados em Beit Shemesh, outros foram expostos em museus. Acredita-se que muitas relíquias sejam do tempo de Jesus, ou estejam ligadas aos cristãos dos séculos seguintes.

A figura histórica de Jesus é motivo de debates há muito tempo. Desde o iluminismo francês, os racionalistas clássicos colocavam ,em disputa, a existência de Jesus. Com a reformulação moderna dos conceitos da historiografia e da arqueologia, a existência de Jesus é dada como certa pela maioria dos pesquisadores, independentemente da crença mística em torno do homem Jesus.

De fato, Jesus não teria deixado nenhuma prova física de sua existência, mas vale lembrar que diversas figuras históricas conhecidas também não deixaram qualquer evidência física, a não ser relatos de seus contemporâneos (ou posteriores).

No caso do cristianismo, os primeiros escritos surgiram cerca de 30 anos depois da vida de Cristo – o Evangelho de Marcos foi o primeiro dos 4 evangelhos. No que diz respeito à arqueologia, as evidências mais antigas do cristianismo vem do final do século I da era cristã.

O pesquisador Gideon Avni pontua: “Ele foi um dentre milhões de pessoas que viveram aqui, um judeu comum que teve ideias originais e atraiu alguns seguidores. Sua fama intensificou-se após sua morte”. E acrescenta: “É difícil, talvez impossível, encontrar vestígios de pessoas comuns que viveram há 2000 anos”. Apesar disso, Avni acredita que a grande disponibilidade de achados arqueológicos permitirá traçar a história acurada de Jesus, desde seu local de nascimento, a Igreja da Natividade, até sua sepultura, a Igreja do Santo Sepulcro.

Eugenio Alliata, professor de arqueologia cristã, explica ao National Post que o novo achado corrobora as informações bíblicas a respeito de Jesus e de sua vida, contextualizando sua existência. Ele afirma: “Não encontramos alguma evidência do homem Jesus, mas encontramos inúmeros artefatos sobre os acontecimentos da época em que Jesus viveu, como material cultural que cresceu como consequência dele”.

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