Observatório astronômico cercado de história e arqueologia

Apesar de serem comuns no deserto do Atacama, no Chile, os astrônomos que trabalham no Observatório Europeu do Sul (ESO), não foram os primeiros a aparecer na área. Embora seca e inabitável, a região já experimentou dias de glória com chuvas abundantes e uma flora rica.

Diversas civilizações habitaram a região, incluindo populações da cultura “El Molle” (700 – 800 d.C). Na sequência da dominação Inca, no século 15, o local tornou-se um caldeirão cultural entre os incas e as populações originais da cultura Diaguita (1200 d.C). A chegada dos espanhóis encerrou com a presença das populações indígenas locais no Atacama.

Os vestígios deixados daquela época, encontram-se na área do observatório La Silla. Diversas pedras no local contém marcas antigas, os famosos petróglifos. Acredita-se que sejam remanescentes da cultura “El Molle”. Há representações de humanos e animais, mais comumente as Lhamas; até formas geométricas abstratas.

Os dois exemplos podem ser observados na imagem da semana, publicada pelo ESO. Aqui, astronomia e arqueologia se misturam, fazendo-nos imaginar se a sensação que os antigos tinham ao deslumbrar os céus, é a mesma reverência que prestamos à natureza.

Créditos:ESO/B. Tafreshi