Novos dados esquentam o debate acerca da expansão cósmica

Novas estimativas dão crédito à turma de pesquisadores que acreditam num expansão mais acelerada do universo. As evidências foram geradas em observações de supernovas tipo “1a”, destoando das observações realizadas com a radiação cósmica de fundo, no formato de micro-ondas – a emissão originária dos primórdios do universo. Segundo estudos com esta radiação, o universo estaria se expandindo de modo mais lento.

As medições da supernova indicam que galáxias longínquas distanciam-se umas das outras, a uma taxa de 73 quilômetros por segundo, a cada megaparsec – aproximadamente 3,3 milhões de anos-luz – de distância entre ambas. Com o método da radiação cósmica de fundo, os resultados chegam a 67 km/seg, a cada megaparsec.

A nova medição em quasares, com cerca de 72 km/seg por megaparsec, concorda com os resultados obtidos nas observações das supernovas, de acordo com pesquisadores. Os cientistas observaram cinco quasares longínquos. Entre cada um deles e a terra, há enormes galáxias. A interação das massas galácticas com luz produz um efeito de lente gravitacional, subdividindo a luz do quasar em múltiplas imagens.

A luz de cada imagem toma um rumo diferente até chegar à terra, gerando, portanto, um tempo de viagem diferenciado. Com diferentes imagens do mesmo objeto, os cientistas puderam calcular a velocidade da luz em cada um das imagens, e  isto possibilitou novas estimativas sobre a constante de Hubble –constante de expansão do universo –, uma vez que cada tempo de viagem depende da taxa de variação desta expansão universal. O cálculo foi obtido no monitoramento dos atrasos entre cada imagem.

Na persistência de dados discrepantes, os físicos teóricos terão de repensar a teoria cosmológica e as forças fundamentais que consideramos existir; talvez o acréscimo da misteriosa energia escura possa trazer luz a uma das questões mais intrigantes da física moderna.

ScienceNews