A Física do multiverso

Muitos estimam que nosso universo seja repleto de galáxias, 2 trilhões delas, para sermos exatos. Com uma média de 100 milhões de estrelas (com incontáveis planetas), os números parecem assustar. Mas, se além destes números exorbitantes, existirem outros universos paralelos, com os mesmos números gigantescos?

Este é o conceito do multiverso – mundos paralelos que existem além do nosso conhecido universo em 4 dimensões.

Enquanto cientistas ainda buscam evidências destas possibilidades, diversas hipóteses, para estes universos paralelos, pipocam entre físicos e entusiastas. Erin Macdonald, astrofísica, engenheira e ativista nerd, explica alguns pontos sobre estas especulações de ficção científica, que podem vir a ser teorias concisas no futuro.

“Nosso universo existe no tecido do espaço-tempo, as três dimensões que conhecemos, adicionadas ao tempo, a quarta dimensão”, afirma Macdonald. “Os cientistas, por outro lado, ainda não estão certos sobre a aparência do espaço-tempo, algo que pode induzir a existência de universos paralelos e invisíveis a nós”, completa a jovem.

A forma mais simples do conceito de multiverso é o “universo espelho”, no qual há apenas um único universo paralelo, uma espécie de reflexo do nosso próprio mundo.

Por sua vez, a teoria das “branas” (uma generalização da palavra “membranas”) alega que nosso universo é apenas uma membrana, ao lado de tantas outras existentes, sem conexão de uns para com os outros. A teoria pode ser comparada a um livro, no qual cada folha representa um universo. Apesar de serem paralelas, as folhas nunca se misturam em uma só.

Uma terceira, e não menos maluca, possibilidade é a do universo em bolhas, que afirma existirem diversas bolhas (universos), e, às vezes, as bolhas se chocam, formando mega explosões geradoras de novas bolhas: você já ouviu falar de alguma grande explosão por aí?

Concepção artística do multiverso bolha

 

Os universos quânticos também são lembrados. Muito famosos na ficção científica, a ideia sugere que cada decisão tomada por uma pessoa cria uma nova linha temporal, distinta. Por exemplo, se tivermos de decidir entre usar uma camisa azul, ou uma camisa preta, cada decisão criará uma linha do tempo distinta, e, portanto, um universo distinto, com duas versões de você: um de camisa preta, outro, de camisa azul.

Talvez a hipótese mais perturbadora seja aquela que compara nosso universo com a Matrix dos filmes. Tudo não passaria de uma simulação, nada é real. Um de seus fervorosos devotos é Elon Musk, o pop star do Vale do Silício.

Infelizmente, ainda estamos muito distantes de provar qualquer uma das possibilidades(talvez nunca sejamos capazes de tal feito). Mas a ciência é feita de imaginação, mesmo que surreal.

Adaptado de Space

 

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