Elas não param! Cientistas seguem no encalço das ondas gravitacionais

Como se não bastasse o LIGO (Laser Interferometer Gravitational-Wave Observatory) ter detectado, ao menos em três ocasiões, as ondas gravitacionais – verdadeiras musas dos físicos – a agência espacial da Europa (ESA) pretende lançar um novo satélites de detecção deste mesmo fenômeno.

O projeto, batizado por LISA (Laser Interferometer Space Antenna), será formado por três satélites idênticos, dispostos em formato triangular, que permanecerão orbitando o sol. A espaçonave usará lasers para detectar variações nas distâncias entre cada um dos satélites. Estas variações indicarão a passagem de ondas gravitacionais, formadas pela interação gravitacional de enormes objetos, como os buracos negros.

Projeto LISA Pathfinder – ESA

Inicialmente, o projeto era uma parceria da ESA e da NASA, porém a agência americana abandonou o projeto em 2011, alegando problemas orçamentários. Em 2015, a ESA lançou um protótipo do LISA e obteve resultados encorajadores. Mas, com o êxito dos americanos no LIGO, o projeto LISA decolou de vez.

O objetivo do projeto é expandir a sensibilidade conseguida no LIGO; LISA poderá perceber colisões de objetos ainda mais massivos. A missão, porém, ainda está apenas no papel: calcula-se que o projeto seja lançado apenas em 2034.

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