Astrônomo afirma que a Estrela de Belém foi raríssimo evento celeste

Há tempos, astrônomos, historiadores e teólogos vem debatendo a natureza da estrela guia, a qual, segundo o evangelho de Mateus, guiou os reis magos ao recém-nascido Jesus Cristo. “Onde e quando ela apareceu? Qual foi a visão que se tinha deste fenômeno celeste?”, questiona o professor Grant Mathews, astrofísico e cosmólogo da Universidade de Notre Dame.

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O professor emenda que o assunto ainda gera especulação por parte de físicos, e que o fenômeno astronômico pode não ter sido uma estrela, na forma como conhecemos o conceito. Ao estudar os registros astronômicos e bíblicos, o professor acredita que o evento tenha sido uma rara conjunção planetária que ocorreu no século 6, antes de Cristo.

Neste alinhamento celestial, o Sol, Júpiter, a Lua e Saturno situavam-se na constelação de Áries, enquanto Vênus permanecia próximo à Peixes, e Mercúrio e Marte localizavam-se em Touro. Naquele momento, Áries era o local do equinócio vernal.

Do ponto de vista religioso, a presença de Júpiter e da Lua marcavam o nascimento de um rei. Saturno era símbolo da dádiva da vida, e a posição do equinócio vernal sobre Áries também indicaria esta dádiva de vida. “Os supostos magos podem ter reconhecido esta simbologia astrológica e identificaram isso como um nascimento régio, e tenham partido em busca deste novo governante”, pontua Mathew.

 

De acordo com os cálculos do professor, o próximo evento similar ocorrerá apenas em 16.000 anos e, ainda assim, o ponto vernal não estará em Áries. A realizar estes cálculos, o professor não foi capaz de encontrar outro alinhamento semelhante a este. “Sinto-me como estes magos, os quais eram peritos na observação celeste, e procuravam respostas a profundas perguntas sobre o Universo, bem como fazemos hoje”, afirma o professor.

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